Pele bonita não é resultado de um procedimento isolado, e sim de estímulo constante. Essa foi a mensagem central do webinar Luz, Pele e Ciência, promovido pela Dermalux Brasil com a dermatologista Dra. Geisa Costa, que usa fotobiomodulação há cerca de 20 anos na sua prática clínica. Confira as principais mensagens chaves sobre a tecnologia.
Pele é estímulo constante
A doutora compara o cuidado com a pele ao treino na academia: nenhum personal trainer espera bons resultados de um aluno que aparece uma vez por mês. Com a pele é igual. Uma visita ao dermatologista a cada um ou dois anos não sustenta resultado.
O motivo está na própria biologia da pele. Os queratinócitos, células da camada mais superficial, se renovam em cerca de 28 dias. Já os fibroblastos, na derme, produzem colágeno e elastina e não se renovam: eles envelhecem junto com a gente. Estimular as duas camadas de forma contínua é o que mantém a pele funcional, firme e saudável.
Nutrir em vez de destruir: como a luz age na célula
Lasers ablativos e tecnologias térmicas funcionam pela lógica de “lesionar para reconstruir”. Eles criam microlesões controladas e propagam calor até a derme para estimular os fibroblastos.
A fotobiomodulação segue outro caminho. A luz de baixa potência é absorvida pelos cromóforos da pele sem gerar dano térmico ou queimadura. O alvo é a mitocôndria, a “bateria” da célula. A luz ativa uma enzima chamada citocromo c oxidase, o que aumenta a produção de ATP, a energia que a célula usa para funcionar.
Com mais energia disponível, a célula consegue:
- modular as citocinas inflamatórias;
- estimular a formação de novos vasos (angiogênese);
- aumentar a síntese de colágeno.
Três cores, três funções
Os equipamentos Dermalux combinam três comprimentos de onda, cada um com um alvo diferente na pele.
| Luz | Comprimento de onda | Onde age | Principais indicações |
|---|---|---|---|
| Azul | 415 nm | Porfirinas das bactérias da acne | Acne inflamatória, “detox” da pele de quem usa maquiagem com frequência |
| Vermelha | 633 nm | Fibroblastos e macrófagos | Produção de colágeno e elastina, controle da inflamação, prevenção de cicatrizes |
| Infravermelho próximo (NIR) | 830 nm | Tecidos mais profundos | Cicatrização, circulação, alívio da dor, pós-operatório |
O fibroblasto envelhecido é como uma fruta podre na fruteira: libera citocinas inflamatórias que prejudicam as células vizinhas, piorando a pigmentação, o melasma e a produção de colágeno.
Uma curiosidade: o infravermelho é quase invisível a olho nu. Na câmera do celular, ele aparece como um tom rosa-lilás claro.
Na prática clínica
A fotobiomodulação não é exclusiva da dermatologia. Segundo a doutora, ela tem espaço também na cirurgia plástica, na endocrinologia, na fisiatria e na nutrologia. No webinar, ela compartilhou como usa a tecnologia no dia a dia.
Pós-operatório. Na blefaroplastia, a luz é usada antes e depois da cirurgia para acelerar a cicatrização da pele fina das pálpebras. A doutora mostrou um caso com cinco dias de pós-operatório e menos inchaço e inflamação do que o esperado. Ela também usa a técnica em cirurgias de pele com retalhos e em pós-abdominoplastia.
Pós-laser e microagulhamento. Depois de um laser de CO2, sessões de 10 a 20 minutos com luz vermelha nos primeiros dias ajudam a “apaziguar” a pele. A ideia não é eliminar a inflamação, que é necessária para a renovação, mas torná-la mais controlada. Pacientes relatam recuperação bem mais rápida que em tratamentos anteriores.
Acne. Para pacientes que não podem ou não querem usar isotretinoína oral, a combinação de luz azul e infravermelho é uma alternativa. Um dos casos apresentados teve 12 sessões semanais.
Psoríase. Os imunobiológicos tratam a doença de forma contínua, mas a luz pode acalmar uma crise pontual mais rápido. Nos casos mostrados, foram sete a oito sessões em intervalos curtos, com melhora visível em 15 a 21 dias.
Rosácea e pele reativa. Um caso ilustrativo combinou ajustes de sono, suplementação e skincare minimalista com LED diário na primeira semana. Só depois, com a pele mais calma, entraram tecnologias como bioestimuladores e radiofrequência microagulhada.
Pacientes oncológicos. Em uma paciente com câncer de mama que não podia receber injetáveis nem hormônios, a luz abriu caminho para um protocolo escalonado com ultrassom microfocado e radiofrequência.
A doutora também citou publicações recentes, de 2023 para cá, que reforçam o uso da fotobiomodulação em alopecia, radiodermatite, úlceras venosas e cicatrização pós-operatória.
A tríade do cuidado: inner care, skincare e derma care
Para a Dra. Geisa, o estímulo constante se apoia em três pilares conectados:
- Inner care, o cuidado de dentro para fora: sono, suplementação, equilíbrio hormonal e saúde mental e emocional.
- Skincare, a “tarefa de casa”: protetor solar indispensável, hidratação adequada e um retinoide para acelerar a renovação da pele. A doutora lembra que, na menopausa ou com o uso de análogos de GLP-1, a renovação dos queratinócitos pode passar de 28 para até 60 dias.
- Derma care, as visitas ao consultório: lasers, injetáveis, bioestimuladores e a própria fotobiomodulação, as intervenções com maior resposta da pele.
Ela também chama atenção para o contexto pós-pandemia. Estresse, sono ruim, sedentarismo e excesso de informação deixaram os pacientes mais inflamados, e isso se reflete na pele. É por isso que controlar a inflamação ganhou ainda mais importância.
Por que a energia entregue faz diferença
Nem toda luz é igual. O que define o resultado é a quantidade de energia que chega à pele. Segundo os números apresentados no webinar, uma máscara de LED de uso doméstico não chega a 1 J, e alguns capacetes entregam até 4 J, sem infravermelho. Na conta da doutora, seriam necessárias cerca de dez sessões de capacete para equivaler a uma sessão do Flex, o equipamento mais compacto da linha Dermalux.
A Dermalux chegou recentemente ao Brasil, com certificação da Anvisa, e tem três equipamentos com os mesmos três comprimentos de onda:
| Equipamento | Energia entregue | Para quem | Destaques |
|---|---|---|---|
| TriWave | até 240 J | Exclusivo para médicos | O mais potente, quatro painéis, face, corpo e couro cabeludo, protocolos personalizáveis e terapia fotodinâmica |
| Compact | até 140 J | Clínicas | Três painéis sobre mesa de apoio, face e corpo, protocolos personalizáveis |
| Flex | até 40 J | Clínicas | Portátil e leve, com bolsa de transporte; face, couro cabeludo e áreas menores do corpo; protocolos pré-definidos |
Quanto mais energia por sessão, menos tempo e menos sessões são necessários para chegar ao mesmo resultado. Ainda assim, a doutora ressalta que usou o Flex por 15 anos com ótimos resultados antes de adotar a categoria médica.
Beleza é biologia bem orquestrada
O recado final da Dra. Geisa é que longevidade da pele não se constrói pulando de clínica em clínica ou de tecnologia em tecnologia. Ela vem do cuidado contínuo, integrando inner care, skincare e derma care. Nesse cenário, a fotobiomodulação funciona como o “combustível” que a célula precisa, e também como o suporte que equilibra os tratamentos mais intensos.
Quer saber como incluir a fotobiomodulação na sua clínica ou na sua rotina de cuidados? Fale com a equipe Dermalux Brasil e siga @dermaluxbrasil no Instagram.
Este conteúdo é baseado no webinar Luz, Pele e Ciência com Dra. Geisa Costa. Os casos citados refletem a experiência clínica da especialista e não substituem uma avaliação médica individual.

