O Papel do LED na Terapia Fotodinâmica (PDT) em Lesões Pré-Cancerosas e Cânceres de Pele Não Melanoma

Os cânceres de pele não melanoma representam os tumores malignos mais frequentes no Brasil e no mundo. Segundo o INCA, somente em 2024 foram estimados mais de 220 mil novos casos no país, sendo o carcinoma basocelular (CBC) o mais comum, seguido do carcinoma espinocelular (CEC). Embora possuam menor letalidade que o melanoma, essas lesões causam danos extensos, mutilações locais e impacto funcional e estético significativo se não tratadas precocemente.

Além disso, há um aumento expressivo no diagnóstico de lesões pré-cancerosas, como a queratose actínica, que surge principalmente em áreas fotoexpostas de pacientes idosos ou imunossuprimidos. Essas lesões podem evoluir para CEC, sendo consideradas um marcador importante de risco oncológico.

Diante desse cenário, cresce a demanda por tratamentos efetivos, seletivos e pouco invasivos. A Terapia Fotodinâmica (PDT) com LED médico surge como uma alternativa altamente eficaz, especialmente em estágios iniciais e para múltiplas lesões.

Como o LED atua na PDT

A Terapia Fotodinâmica combina três elementos:

  1. Um fotossensibilizante (como ácido aminolevulínico – ALA ou metilaminolevulinato – MAL);
  1. Oxigênio presente nos tecidos;
  1. Fonte de luz com comprimento de onda adequado, como o LED vermelho (633 nm).

A ativação do fotossensibilizante pelo LED leva à formação de espécies reativas de oxigênio (EROs) que destroem seletivamente células anormais, incluindo queratinócitos displásicos e células tumorais superficiais, sem danificar o tecido saudável ao redor.

Por que usar LED na PDT?

O uso de LEDs, como os utilizados pela tecnologia médica Dermalux, apresenta vantagens sobre outras fontes de luz (como lasers ou luz intensa pulsada):

  • Precisão no comprimento de onda terapêutico
  • Irradiação homogênea em áreas amplas;
  • Baixo aquecimento, com mais conforto e segurança;
  • Custo acessível e facilidade de aplicação ambulatorial;
  • Possibilidade de tratamento em áreas extensas com mínima recuperação.

Dermalux na PDT: Eficiência com respaldo clínico

linha Tri-Wave MD da Dermalux é certificada internacionalmente como dispositivo médico para PDT, sendo indicada inclusive para:

  • Carcinoma basocelular (CBC);
  • Carcinoma espinocelular in situ (como Doença de Bowen);
  • Queratose actínica múltipla;
  • Lesões displásicas superficiais em áreas fotoenvelhecidas.

Conclusão

Com o crescimento contínuo dos casos de lesões pré-cancerosas e cânceres de pele não melanoma, a PDT com LED se consolida como uma ferramenta de precisão terapêutica, que alia eficácia clínica, segurança e estética. A tecnologia Dermalux, com seus diodos de alta performance e capacidade de penetração subcutânea com NIR (830 nm), representa o que há de mais moderno em medicina regenerativa e oncológica dermatológica.

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